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Série Cases de Sucesso Metodologia Propan: Cerennia, a padaria que se tornou indústria e acreditou no Setor durante os tempos mais difíceis da Economia
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Série Cases de Sucesso Metodologia Propan: Cerennia, a padaria que se tornou indústria e acreditou no Setor durante os tempos mais difíceis da Economia
Uma das representantes do segmento de congelamento, a empresa é gerida por duas irmãs que possuem hoje mais de 20 anos de experiência na panificação
por Elisangela Santos
19/07/2019

    Uma das maiores potências da indústria de congelados no Estado de Minas Gerais hoje, com fabricação chegando em torno de noventa toneladas por mês e alcance em municípios como Pará de Minas, Nova Serrana, Ouro Preto, Mariana, Barão de Cocais, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Ouro Branco, Betim e Contagem, a Cerennia é atualmente uma das empresas mineiras que mais se destacam em seu segmento, isso por ter em suas raízes a rotina e o conhecimento da produção e entrega do produto ao consumidor final.

    Nascida de uma família com experiência no varejo, a empresa foi fundada em 2016 pelas irmãs Francilene e Janaína Ferreira Vaz, que já trabalhavam na panificação. Isso porque nos anos 2000 elas montaram, juntamente com os pais, a antiga padaria Quero Mais, também localizada na cidade de Itabirito. Para isso, a família na época buscou qualificação juntamente ao Sebrae e também ao Propan. “Lembro que ansiávamos por conhecimento, e quando inauguramos foi com o apoio do Márcio. Isso fez com que já começássemos com pré-pesagem e com o programa apropriado para padaria; não tivemos muitos problemas porque ele ajudou também com a compra da matéria-prima”, declara Janaína.

   

    Tornando-se um negócio bem estruturado, ela conta que a padaria já começou com metas bem definidas: “Márcio calculava com a gente e dizia que era preciso vender o valor X para estar em uma posição ideal, e assim mantínhamos o controle. A padaria foi um sucesso”, relembra.

   Ajustando o foco, tomadando decisões para encontrar a demanda local e se destacar no mercado

   De acordo com Janaína, como estratégia para driblar o desafio de atuar em uma cidade do interior, a família optou por atender as empresas da região com a entrega de coffee breaks, o que com o passar do tempo mudaria o rumo do negócio e revelaria uma oportunidade de mercado. “Márcio nos orientou a procurar por empresas que pudessem contar com nosso serviço e aumentar assim nossa cartela de clientes. Encontramos uma com mais de 2.000 funcionários, vieram outras, como a Vale e a prefeitura, que nos procuraram também, e ficamos bem conhecidos”.

    Em 2010 a empresa precisou optar por permanecer com a padaria ou continuar com o atendimento às empresas, que já representavam a maior parte da renda. Como não havia ainda uma empresa especializada neste nicho específico, as irmãs tomaram a decisão de fechar a frente da padaria, que já funcionava 24hs. “Nossa demanda de produção chegou a 15.000 pães de sal dia para as empresas, mais de 20.000 doces, e nós não tínhamos condição de assar tudo no mesmo dia. Precisamos então começar a trabalhar com pães congelados, e isso usando todo o conhecimento que já tínhamos da nossa padaria, esse era o nosso referencial”, conta Janaína.

    2015: o ano em que o país balançou

    Se até 2014 houve uma estabilidade razoável que possibilitou a manutenção de negócios no Brasil, a partir de 2015 a Economia sofreu um declínio que atingiu de forma substancial o varejo. Do total de 60 funcionários que tínham antes, houve uma redução para apenas seis, muitas empresas fecharam, foram embora do município também e houve uma queda brusca da demanda. “Nesse momento chegamos à conclusão: não tem mais empresa na cidade, não tem mais para quem fornecer. E como já tínhamos o sonho de ter uma indústria de pães congelados, foi esse caminho que decidimos seguir”.

    Começando com o atendimento a supermercados e padarias, em 8 de dezembro 2016 foi aberta a Cerennia, que de início fabricava a marca de uma tonelada por mês, o que com o tempo cresceu chegando a 90 e evoluiu para a expectativa de 150 até o final do ano de 2019. “Inauguramos a empresa em um momento muito difícil, enquanto abríamos, todos fechavam; nós acreditávamos, e todos desacreditavam. Financiamos 50% da estrutra”. Segundo ela, Márcio Rodrigues foi chamado mais uma vez para auxiliar no processo. Dessa vez, em uma proposta nova, focando na produção e em um novo perfil de cliente.

    “Há vinte anos, quando procuramos o Sebrae para começarmos, fomos às padarias em Belo Horizonte, soubemos dele e o procuramos diretamente. Porém, agora que abrimos a Cerennia, eu pensava ter muito conhecimento e não precisar tanto de suporte, foi onde me enganei. O chamamos depois de um ano para a produção, e recebi orientação para lidar com vendedores, fornecedores e nossos contratantes. Ele nos ajudou com a questão do relacionamento externo, nos mostrou como devemos conversar com esse novo perfil e se propôs até mesmo a realizar o treinamento necessário da nossa equipe de vendas. Hoje ele contribui no lançamento de produtos e passamos tudo por ele. Ano passado deu certo, e nesse tem dado também.

    À frente do negócio, as irmãs decidiram então utilizar a experiência da primeira empresa para oferecer um produto com características que preservassem ao máximo as propriedades de cada item. “Por a gente ter tido uma padaria, seguimos com o mesmo referencial, sabemos qual a necessidade do cliente e chegamos quase há 100% de semelhança com o produto fresco”.

Personalizando o trabalho: entregando matéria-prima que ganhará forma nas mãos do cliente

    De acordo com a gestora, hoje a Cerennia trabalha com um mix de 65 produtos e, a partir deles, é possível para o cliente criar mais 50, aplicando novas receitas a partir do item escolhido e realizando as finalizações desejadas. “Normalmente as pessoas montam uma fábrica de pão congelado com pão francês, é claro que ele é parte fundamental, mas não nos limitamos a ele”, explica Janaína. Além disso, a empresa aplica etapas manuais na produção, investindo no artesanal em tudo quanto for possível.

    Aplicando conhecimento, estratégias e muito trabalho, a empresa hoje chegou a uma equipe de 35 funcionários, alcançando padronização e realizando um processo de acompanhamento do produto desde a compra e seleção da matéria-prima utilizada na fabricação até a entrega ao cliente em seu estabelecimento e análise de sua preparação. Janaína conta ainda sobre a importância de uma logística bem estruturada.  “O grande segredo está no transporte, nossos carros são todos refrigerados, e nosso profissional entrega o produto e o acomoda dentro do freezer de nosso cliente.

    Já no planejamento de uma segunda linha de produção, a Cerennia já tem o triplo da capacidade de operação com que trabalha atualmente. Com foco de alcançar em breve novos pontos em Minas Gerais e também Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, a marca se encontra em um franco processo de crescimento.

    Como representante da panificação em Itabirito e também gerando renda, a empresa hoje identifica o trabalho realizado no município como uma oportunidade de melhoria para a cidade, qualificando pessoas e formando técnicos. Há dois anos e meio no mercado de congelamento, Janaína e Francilene celebram o fato de estarem na verdade há 20 anos na panificação, juntamente com sua família: “A farinha já está na veia, faz parte da nossa vida e apontou caminhos que nos trouxeram até aqui”.

 

 

 
 
 
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